Bye iPhone, hello Android

Os preços proibitivos da Apple no Brasil, me levaram a mudar para Android. De forma que é mais vantajoso comprar um celular Android que consertar um iPhone. Comigo não foi diferente quando meu iPhone 5S quebrou.

iPhone 5s com defeito na tela

Pesquisando os preços de aparelhos Android e reparos de iPhone, cheguei a conclusão que deveria avaliar a mudança de plataforma . Não sei se a motivação foi apenas financeira, pois sempre tive muita curiosidade em experimentar o Android. Mas qual seria o esforço para me adaptar e quais os aplicativos que deixariam de funcionar?

Pelo mesmo preço do reparo eu poderia pagar mais da metade do preço de um aparelho Android novo. E foi o que fiz, acabei optando do por um aparelho rodando a última versão do Android Marshmallow. O escolhido foi o Motorola G4 Play.

Passados algum tempo utilizando o aparelho, resolvi escrever esse post e compartilhar a minha experiência de migração:

Aplicativos que utilizava no iOS e que estavam disponíveis no Android:

Um fator que me auxiliou na portabilidade foi o fato que ao escolher um aplicativo, sempre optei por aplicativos que estivessem disponíveis para ambas as plataformas.

Alguns aplicativos acabaram ficando pelo caminho:

Impressões gerais

Migração de contatos

O maior desafio que encontrei  foi a migração dos contatos do iCloud para o Google. Basicamente, exportei os contatos no painel Web do iCloud e importei o arquivo de contatos no Google. Após a importação, notei que alguns contatos estavam duplicados, pois já existiam no cadastro de contatos do Google, foi fácil unificar e remover os contatos desnecessários.

Uma tela mais confortável

A tela maior do Motorola Play G4 é mais confortável para entrada de textos. Como estou acostumado a usar o celular no bolso, tive que me adaptar com as novas dimensões do aparelho. O tamanho do aparelho havia sido um dos critérios na escolha do modelo: Mais conforto para leitura, mas que não fosse um “trambolho” no bolso.

Autonomia

Uma bateria nova também me ajudou muito a ter maior produtividade. Passei a ficar mais tempo longe do carregador e já não precisava parar o que estava fazendo no celular para fazer uma nova carga. Notei uma boa performance da bateria mesmo quando baixava podcasts ou assistia a algum vídeo no Youtube.

Usabilidade

Adaptação foi relativamente tranquila tendo em vista que os aplicativos que eu menos utilizava foram justamente os que ficaram pelo caminho.

Como sou consumidor de podcasts uma das minhas maiores dificuldades foi encontrar um bom aplicativo no Android como aplicativo nativo de Podcast disponível na plataforma da Apple o aplicativo da Apple é muito bem integrado quando queremos fazer acesso a podcasts. Acabei optando pelo Podcast Addict.

Fiquei muito surpreso com o teclado de voz do Google que acerta muito mais do que o teclado de voz quando em português.

Câmera

Na minha experiência de fotógrafo amador,  percebi que a velocidade para capturar uma fotografia é melhor no dispositivo da Apple. No Android ainda acho um pouco complicado acessar a camera, seja por dois cliques no botão ligar, seja arrastando a tela na diagonal. Além de revisar fotos no iOS ser muito mais rápido. Porém, recentemente precisei usar a câmera do celular como lupa e percebi que o Motorola G4 conseguiu capturar detalhes que o iPhone não conseguiu.

Olha aí o label do chipset com Android, no iPhone era um impossível visualizar

Conclusões

O produto da Apple é excelente, porém, restrito demais. Principalmente quando o usuário não se importa de ter que clicar mais em troca de maior controle nos aplicativos.

No geral, sinto que os aplicativos disponíveis na plataforma Android geralmente são mais fáceis de compartilhar conteúdo e tem um menu de opções um pouco mais amplo.

Ter um dispositivo com a tela maior me fez perceber que faz total sentido uso de fone de ouvido sem fio, uma vez que o plugue conectado é um ponto frágil no design do aparelho. A tela maior com o fone de ouvido, causa um pouco de desconforto no bolso. Ainda sobre o fone de ouvido, a integração do fone de ouvido com o aparelho da Apple é mais completa, permitindo ao usuário o controle de reprodução sem a necessidade de estar com o aparelho em mãos.

O recurso do FaceTime faz um pouco de falta, Mas pode ser compensado através das mensagens de voz e vídeo do WhatsApp e até mesmo do Skype. Pessoalmente acho que o Whatsapp com vídeo vai decretar a morte do Facetime.

Uma funcionalidade que achei muito bacana no Android, foi a configuração de limite e monitorar o consumo do pacote de dados celulares. Definir alarmes quando atingir certo valor do consumo também é bem útil quando lidamos com as operadoras brasileiras.
A integração das soluções do Android com a plataforma do Google são tão boas quantas integrações disponíveis na plataforma da Apple.

Na avaliação geral,  acho que o iPhone é mais fácil e o Android permite que o usuário avançado extraia mais do aparelho.

Things 2 vs Remember the milk

Desde que li o livro de David Allen sobre o GTD (Get things done) há alguns anos, me interessei pela metodologia e tenho buscado uma ferramenta para gerência de atividades onde possa concentrar tarefas, listas e áreas e que seja possível usar no mobile, desktop e que preferencialmente tenha uma aplicação Web para uso quando em um computador que não seja o meu notebook.

Durante a busca pela solução ideal, experimentei diversas ferramentas e vou tentar fazer alguns posts com minha impressão sobre as funcionalidades que encontrei em cada solução.

Things

Tenho usado o Things ( Cultured Code ) desde a versão beta ( 0.89 ) e aprecio a jornada que o time da Cultured Code com o seu produto.

O Things surgiu em 2008 como uma ferramenta GTD para Iphone. Algum tempo depois eles lançaram uma versão para Mac com sincronismo através de rede wireless e posteriormente uma versão para iPad.

Recentemente, os apps foram migrados para sua segunda versão, batizada de Things 2, com suporte a sincronismo através da nuvem, que foi chamada de Things Cloud.

Remember the milk

Durante o meu período de insatisfação com o sincronismo através do wifi utilizado pelo Things, resolvi experimentar outras ferramentas. Acabei assinando uma conta paga do remember the milk e gostei muito.

A ferramenta possui integração para criação de tasks por e-mail, sua interface e teclas de atalhos para a aplicação web são muito úteis.

Comparativo

Funcionalidade Things 2 RTM
Sincronismo na nuvem * *
Tarefas cíclicas * *
Syncronismo na nuvem * *
Áreas de interesse *
Agendamento por hora/minuto *
Suporte a tags * *
Criar tarefas por e-mail *
Compartilhamento de tarefas *
Web App *
Custo Preço por app 24 USD por ano

Conclusão

Embora eu goste muito do RTM, não gosto da idéia de pagar anualmente por um serviço. Além disso, a falta de suporte a áreas de interesse é algo que realmente faz falta na aplicação.

Quanto ao Things, a inclusão de sincronismo através da internet possibilitou a Cultured Code voltar a briga. Mas ainda falta uma aplicação Web para liberar o usuário de controlar tarefas sem usar o aplicativo residente.

Configuração de domínio usando Gmail e iOS

A configuração padrão do GMail no iPhone/iPad não permite que os e-mails de saída sejam enviados através de um endereço de e-mail diferente da conta Gmail configurada. Para ter essa funcionalidade, é necessário criar uma configuração avançada no iPhone.

Importante: Caso exista uma conta de GMail configurada no dispositivo iOS com o usuário desejado, o acesso a funcionalidade de e-mail deve ser desabilitado. Caso contrário, o iOS não deixará configurar a nova conta, informando que essa conta já esta configurada. A conta não precisa ser removida, basta desabilitar a opção “Mail” na configuração da conta. Esse tutorial foi criado utilizando o iOS6. Pode haver alguma diferença entre as versões anteriores, mas essa é uma configuração que já existia, pode haver alguma diferença entre opções de menu. Passos a serem executados:

1 – Entrar no “Ajustes” do seu dispositivo;

2 – Escolher a opção “Mail, Contatos e calendários

3 – Na opção “Contas“, escolher “Adicionar conta…

4 – Será aberta uma tela com diversar opções de contas pré-configuradas, embora a conta a ser criada no iPhone/iPad seja uma conta Gmail, não escolheremos essa opção. Utilizaremos a opção “Outra“;

5 – Como a conta é uma conta de e-mail, escolha “Conta do Mail” na tela seguinte.

6 – Preencha o formulário “Nova Conta” com as configurações a seguir:

Nome: Seu nome completo

E-mail: E-mail do domínio desejado, por exemplo: contato@fabioribeiro.com.br, esse será o endereço de e-mail que as pessoas receberam.

Senha : Aqui vai a sua senha da conta Gmail

Descrição: Por exemplo, nome do domínio

Ao clicar no botão “Seguinte“, o iOS fará algumas verificações e passará para a tela de configuração detalhada.

7 – Na tela de configuração detalhada, inserir as seguintes informações “IMAP“:

Os campos configurados na tela anterior serão exibidos, então, passaremos as configurações dos servidores de entrada e saída:

Servidor de entrada

Nome do Host: imap.gmail.com

Nome de Usuário: Seu endereço de e-mail GMail

Senha: Estará preenchida, pois fizemos na etapa anterior. Essa é a sua senha do G-mail

Servidor de saída

Nome do Host: smtp.gmail.com

Nome de Usuário: Seu endereço de e-mail GMail

Senha: Sua senha da conta GMail

Após o preenchimento, o dispositivo fará a verificação dos dados informados junto ao servidor, se tudo estiver certo, será apresentada uma última tela para salvar as configurações.

Ao entrar no aplicativo de e-mail no seu dispositivo, você terá acesso a sua conta GMail, porém todas as mensagens enviadas serão preenchidas como mensagens do e-mail do seu domínio.

Para evitar que seus e-mails possam ser sinalizados como Spam, sugiro que faça a configuração de recebimento de e-mails de outras contas no GMail.